De imagens a preto e branco para vídeos em 4k. Do Fax para aplicações móveis. Vinil vs mp3. A sociedade evoluiu imenso nos últimos 50 anos, mas como mudou o mundo automóvel, o mundo SEAT? Aqui estão alguns exemplos que o ilustram:

Da borracha à realidade virtual

Um centro de design e desenvolvimento automóvel hoje em dia não se assemelha aos dos anos 60 e 70. As bússolas, as borrachas e as mesas longas com planos infinitos deram lugar a tablets, óculos de realidade virtual e telas flutuantes. "Graças à realidade virtual, agora podemos validar o design a 90% sem ter de modelar peças", afirma Manel Garcés, responsável de Visualização e Processos de Design Digital da SEAT.

De 5 a 2.400 carros por dia

O mesmo número de carros SEAT que antes demoravam um dia inteiro, fazem-se agora em apenas 3 minutos

Quando a SEAT iniciou a sua primeira fábrica na Zona Franca (1950), 5 carros foram produzidos num dia inteiro. Atualmente, mais de 2.300 carros saem da fábrica de Martorell por dia. Por outras palavras, hoje em 3 minutos atinge-se o mesmo volume de produção automóvel que antes num dia inteiro. Esta evolução permitiu colocar um país inteiro em movimento. Nos anos 50, haviam 3,1 carros por mil habitantes em Espanha, comparativamente com os 480 veículos por mil habitantes hoje.

De um processo manual a mais de 2.000 robôs

No início, os robôs eram pura ficção científica. Um exemplo ilustra esta evolução. Nos anos 60 e 70 a pintura dos carros era feita de forma completamente manual. Hoje, 84 robôs aplicam finas camadas numa cabine e um scanner de última geração verifica a uniformidade da superfície em 43 segundos. Uma corrida tecnológica que é demonstrada nos mais de 2.000 robôs da área de Chapa e nos 125 robôs autónomos nas zonas 9 e 10 da linha de montagem SEAT. Todos eles coexistem diariamente com os mais de 7.000 empregados da fábrica de Martorell.

De trabalhar a 40 graus a um avatar biomecânico

Sem ar condicionado, a baixas temperaturas no inverno e perto dos 40 graus no verão. Eram assim as condições de trabalho numa fábrica há meio século.  Hoje, as plataformas estão preparadas para manter uma temperatura constante, e têm os últimos avanços em ergonomia para evitar lesões. Por exemplo, no Centro de Saúde e Reabilitação (CARS) em Martorell, são criados avatares biomecânicos que simulam em realidade virtual os movimentos dos trabalhadores da linha de produção automóvel, para melhorar a ergonomia.

De Bogotá a Sydney

Em 1965 a exportação de carros SEAT era uma quimera. De forma simbólica, vários aviões foram carregados com modelos da marca destinados à Colômbia. Foi apenas em 1983 que as exportações se tornaram mais consistentes, com a comercialização do Ronda nos Países Baixos. Em 2018, a SEAT exportou 80% dos 474.300 carros fabricados em Martorell. Se fossem alinhados em fila, ligariam Barcelona a Sydney.

De 2 anos de espera a 5 cliques

A compra de um carro SEAT também mudou tremendamente. Antes, os concessionários eram o único ponto de contacto com as marcas. Hoje, 71% dos compradores consultam fontes de informação online antes de irem para um ponto de venda.

Mas há mais. Em meados dos anos 60, o tempo de espera para comprar um SEAT 600 era de 2 anos. Atualmente, um veículo pode ser comprado em apenas 10 minutos com 5 cliques, como no caso do projeto de compra online que a SEAT implementou na Noruega.